Bem, além de ser um grande escritor de estórias de terror, ele também escreve uma coluna para o site da revista Weekly, dos EUA.

Em seu último texto ele comentou os seus 10 álbuns favoritos, citou Steve Martin : “falar de música é como dançar ao som da arquitetura.” Justificando, assim, a dificuldade que tem de explicar porque gosta da faixa “Kissed a Girl”, de Katy Perry.

Sorry”, de Taylor Swift. Ele comenta que a música de Katy Perry é sexy enquanto a de Taylor Swift lhe faz sentir pena… Para arrematar a introdução, o escritor de 61 anos avisa: se alguém discordar de sua lista com os melhores do ano, é porque está dançando ao som de uma arquitetura diferente.

Acompanhe os elencados pelo ilustre autor, comentados por ele:

10. Hey Ma – James
O álbum inteiro é bom, mas a faixa-título é incrível no começo: “Now the towers have fallen/So much dust in the air.”

9. Harps and Angels – Randy Newman
Esta sátira amarga e divertida faz parte do melhor álbum de Newman desde Good Old Boys (lançado em 1974). A faixa principal parece uma biografia, enquanto canções como “A Few Words in Defense of Our Country” brilham com uma boa dose de alegria irônica.

8. Gift of Screws – Lindsey Buckingham
Parece até o Fleetwood Mac dos anos 70, só que melhor. A faixa-título tem um som de guitarra meio submerso muito legal. Mas a que mais se destaca é a linda ”Did You Miss Me.”

7. Lay It Down – Al Green
O mestre do soul está de volta, mais doce do que nunca. O álbum contém uma série de duetos. Embora eu não faça muita questão de ouvir o de John Legend, a combinação de Green com Corinne Bailey é linda de morrer.

6. Viva la Vida – Coldplay
Li resenhas que comparavam este disco ao U2: para mim, o som se parece só com o Coldplay e nada mais. Adorei a faixa-título, é a “Every Breath You Take” versão 2008. Mas a que mais me agrada é a “Violet Hill”, com sua letra rica e triste.

5. Real Animal, Alejandro Escovedo
Em sua melhor forma, Escovendo se supera neste trabalho. Mas o que realmente faz este álbum incrível é sua releitura fotográfica da cena musical dos anos 70, quando tocava em uma banda proto-punk chamada Nuns. Ao descobrir que sua faixa ”Castanets” estava no playlist de George W. Bush, Escovendo até parou de tocá-la nos shows por um tempo.

4. Feed the Animals, Girl Talk
Não vou me desculpar, eu também gosto de mash-ups, então viva com isso. O disco é uma versão contínua de 53 minutos contendo só Deus sabe quantas músicas ilegais. Só nos 10 primeiros minutos eu pesquei Spencer Davis Group, Twisted Sister, Sinéad O’Connor e Avril Lavigne. É tão denso e alusivo quanto Ulysses, de James Joyce, só que mais dançante.

3. Just Us Kids, James McMurtry
As canções de McMurtry são habitadas por um universo diferente. Na sua maioria lixo country das rádios de Nashville em rotação pesada. “Bom saber que ela tenta, mas quando você está tão no fundo, você só quer ficar doidão”, canta ele em “Fire Line Road”. Você não vai ouvir uma observação como em um álbum de Kenny Chesney, mas você vai ouvir um pouquinho de rock como na “Bayou Tortous”. Tudo funciona aqui.

2. Black Ice, AC/DC
Um amigo meu disse: “Parece com todos os outros álbuns do AC/DC”. Minha resposta foi: “O que você quer dizer com isso?”. Se o Girl Talk é rock, rap e James Joyce, esses caras são uma rave com William Faulkner. Eles têm seu lugar cativo na música, e se aprofundam cada vez mais.

1. Black Butterfly – Buckcherry, e Break Up the Concrete – The Pretenders
Eu sei, eu sei, é muito babaca que eu não tenha conseguido escolher apenas um. O Black Butterfly foi o melhor álbum de hard rock do ano, com a canção mais doce e inesquecível, “All of Me”. Não existe uma única faixa ruim no Break Up the Concrete. Chrissie Hynde está jogando tudo na cara, como nunca. Especialmente na faixa-título, que é cheia de influências de Bo Diddley. Também contém a melhor música deste ano, ”Love’s a Mystery.”